domingo, 11 de outubro de 2009

A RAPOSA E O RATO

Uma raposa dormia tranqüila, quando foi despertada por um Rato, que passou correndo sobre seu rosto. Com um bote ágil ela o pegou, e estava pronta para matá-lo, mas o rato implorou:

- Se a senhora não me matar, tenho certeza que um dia poderei retribuir sua bondade. Rindo por achar ridícula a idéia, assim mesmo, ela resolveu libertá-lo.

Aconteceu que, pouco tempo depois, a raposa caiu numa armadilha colocada por caçadores. Presa ao chão, amarrada por fortes cordas, sequer podia mexer-se. O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou e roeu as cordas até deixá-la livre. Então disse:

- A senhora riu da simples idéia de que eu seria capaz, um dia, de retribuir seu favor. Mas agora sabe que mesmo um pequeno Rato é capaz de fazer um favor a uma poderosa raposa.

Moral da História: Nenhum ato gentileza é em vão.

A raposa e as galinhas

Era uma vez um galinheiro que ficava perto de uma grande floresta. Nele viviam muitas galinhas com seus pintinhos, e todos viviam muito felizes. Acordavam de manhã com o canto do galo e começavam a ciscar no galinheiro a procura de comida. Acontece que todo ano, quando chegava o verão, lobos famintos desciam da montanha para tentar atacar o galinheiro, e felizmente, sempre os animais eram protegidos por um valente cãozinho. Mas, nesse ano, o cãozinho tinha morrido e as galinhas ficaram preocupadas. Foi aí que apareceu uma raposa muito machucada e triste, dizendo que os lobos tinham brigado com ela. As galinhas, muito bondosas, a aceitaram no galinheiro, mesmo conhecendo a fama que as raposas têm. Mas como a raposa prometeu não machucar ninguém, as galinhas concordaram, desde que a raposa protegesse as galinhas do perigo. Apenas o galo não concordava em confiar na raposa, por conhecer bem o comportamento das raposas, mas as galinhas não lhe deram ouvidos. Porém, no momento que a noite estava mais escura a raposa simplesmente abriu a porta o galinheiro e juntamente com os lobos, devorou todas as galinhas.

Moral da história: As aparências enganam.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O sapo e o touro

Um enorme e imponente touro passeava pela beira de um rio, quando o sapo o avistou, e
com uma enorme inveja queria ser tão grande como o touro.
Começou inchar, inchar até não aguentar mais. Assim perguntou aos outros sapos que estavam ali
por perto: - Estou parecido com o touro?
Os sapos riram e falaram que ainda faltava muito. Não contente continuou a inchar.
Perguntou novamente e os sapos ainda riram dele.
Então o sapo fez toda força que podia, inchou mais e mais, até que sua pele não aguentou e arrebentou,
e o pobre sapo morreu, sem chegar nem perto de se parecer com o touro.

MORAL DA HISTÓRIA: A inveja, vício tão comum, é a origem de todas as desgraças do
homem

O caçador e as aranhas

Um caçador de espingarda ao ombro ia andando pela floresta, olhando para cima, procurando um pássaro no alto de alguma árvore. Com isso ele estava tão entretido, que acabou não vendo duas aranhas a seus pés, uma fêmea e um macho, e pisou na fêmea. A aranha macho, vingando‐se, cravou‐lhe no calcanhar uma mordida dolorida e venenosa.
Sentindo a morte se aproximar, o caçador exclamou "Vou pagar caro a minha loucura,como, eu tendo o perigo aos meus pés, fui me preocupar só com o que havia por cima de minha cabeça?!"

Moral da estória: Quantas vezes iludido com grandes esperanças, o homem não vê o perigo que está a seus pés?